Quando estava na escola, eu aprendi em ciências sociais que o reflorestamento não era uma solução para o desmatamento. Isso porque o reflorestamento feito por boa parte das empresas na época eram de árvores de rápido crescimento, ou seja, de eucaliptos na sua maioria. Isso era denominado de desertos verdes.
Chamavam essas florestas feitas pelas mãos do homem de deserto porque por serem feitas de uma só espécie de árvore, não abrigavam a diversidade de vida que uma floresta normal abriga.
Estava ouvindo um podcast hoje, percebi que os americanos usam muitas expressões de vários esportes diferentes:
Set the bar high (provavelmente do salto em altura)
Throw right down in the middle (do beisebol)
Par (do golfe)
No Brasil os termos esportivos usados para explicar algo do dia a dia se restringem ao futebol:
Aos 45 do segundo tempo
Gol contra
Tô na área, se derrubar é pênalti
No âmbito esportivo, eu acho que o Brasil pode ser comparado aos desertos verdes, ou seja, nos enganamos dizendo que somos uma potência esportiva, quando na verdade somos um grande deserto esportivo, onde a única coisa que cresce é o futebol (ok, o vôlei do Brasil é imbatível, mas são 2 esportes entre 31 só da última olimpíada que foi em Pequim, sem contar as modalidades que não fazem parte dos jogos olímpicos).
Essa monocultura esportiva se reflete nos resultados do Brasil nas olimpíadas. Ficou atrás da Etiópia, Noruega, e um país do qual nunca ouvi falar, Belarus.
E sabe o que é ainda pior? Mesmo sendo “especialista” em futebol, ainda conseguir ficar de fora das quartas de final…
E ainda assim, o nosso querido companheiro está se gabando que no governo dele, fomos escolhidos para sediar uma copa do mundo e os jogos olímpicos… Detalhe, a China sediou e ficou em primeiro…
Vamos sediar e terminar em 23 lugar de novo?