Continuando a série de posts de como se divertir gastando pouco, eu achei que Monte Verde – MG valeu a pena, por isso postarei aqui.
Monte Verde fica bem perto, a apenas 168 km de sampa. A Fernão dias está bem melhor. O único problema é a estrada que liga Camanducaia à Monte Verde. São 30 km, sendo que parte deles são percorridos em estrada de terra.
As ruas de Monte Verde também são bem precárias, sendo que em alguns pontos não consegui passar de carro (meu carro é um carro de passeio, talvez um carro maior conseguisse).
Dia 1: Chegamos lá no início da tarde, chovia bem forte mas a cidade é bem sinalizada, com placas indicando onde fica cada pousada e restaurante que não se encontram na avenida Monte Verde (que é a principal da cidade). Chegamos na nossa pousada.
Pousada Bosque, chalé luxo por 3 dias saiu 430 reais. É bem simples, mas é aconchegante. Tem TV, DVD, ducha com aquecimento central, lareira, frigobar, isolamento térmico e acústico.
Para almoçar, fomos ao restaurante O Caipira, onde desembolsamos cerca de 70 reais por um leitão à pururuca mais bebidas.
A chuva diminuiu, mas não parou por completo, ficou um chuvisco fraco. Por isso resolvemos fazer uma visita à cidade. Andamos por lá, compramos chocolate Montanhês e tomamos choppe no Fritz. Experimentamos o Weissbier e a Köelsch. Não gostei muito da última, mas a Weiss era boa. O pastel de eisbein também é uma boa pedida.
Como queríamos visitar a fábrica do choppe, ficamos andando pela avenida até a noite, quando voltamos ao Fritz para a visita. Para esperar, pedimos uma Apfelstrudel, que é muito boa. A visita também é bem interessante, vale a pena acompanhar o mestre cervejeiro do Fritz, Jörg Schwabe.
Dia 2: Acordamos cedo e fomos para a trilha que leva à pedra redonda e à pedra partida. A pedra redonda fica no caminho da pedra partida. Logo que chegamos ao pé da montanha, fomos recepcionados por 4 cachorros. Dei apelido aos cães. Guia (por que ele foi correndo na frente, e só aparecia de vez em quando), bravo (por causa da cara dele), branco (ele era branco) e lobinho (o filhote com cara de lobo). Eles foram a nossa companhia durante todo o percurso. O que mais me impressionou é que eles conseguem subir em pedras que têm a altura do meu peito, e eles não passam da metade da minha coxa em altura. Como a trilha para a pedra partida estava quase fechada pelo mato, não conseguimos chegar lá, faltou uns 30 metros…
Nesse dia almoçamos no Paulo das Trutas (truta no papelote é a pedida) e deixamos uns 80 reais. O legal é ver a criação de trutas no local (tem que ir no restaurante da rua da floresta. Não fui na filial do centro).
Na janta fomos novamente ao Fritz, e pedimos o escondidinho do Fritz, Kartofelsalat e choppe Natur (muito bom!!). Deixamos uns 67 reais.
Dia 3: Desta vez resolvemos ir ao Espaço Adélia, onde cada pessoa paga 5 reais para entrar. É um lugar bem cuidado, mas não dá para passar mais que uma hora sem ficar entediado, a não ser que a pessoa se disponha a fazer o arvorismo. Fui atraído pelo arco e flecha, mas não estava rolando no dia. Em seguida fomos para o platô, e almoçamos no Restaurante Pucci, onde pedimos filet Roquefort e Steack Pouire (no cardápio tinha a letra C no steack…). Saiu uns 90 reais.
Na janta fomos ao Mont Verde Casa do Fondue, e dentre todos, foi o que menos nos agradou. Pedimos Fondue na pedra, que está mais para Yakiniku. A sobremesa foi banana caramelizada. Deixamos 100 reais, porque lá tem couvert artístico. O ambiente é bem bacana, a comida nem tanto.
Dia 4: Tomamos café da manhã e voltamos para sampa.
No final, Monte Verde foi uma cidade bem bacana de se conhecer, pois o ambiente é bem aconchegante, com pessoas bem simpáticas e atendimento exemplar em todos os lugares. Mas é bem calmo também, por isso acho que em estadias longas, a tendência é ficarmos entediados e gordos. Pela comida, eu voltaria para lá fácil!